Sessão de abertura
No dia 4 de julho de 2026 demos início ao Seminário SUDamericano 2026, com uma sessão de abertura virtual, à qual assistiram cerca de 149 pessoas.
A abertura contou com palavras de boas vindas de Romanna Remor, Presidente do Conselho da Fundação Roble del Sur. Mauricio Pacheco, presidente do Capítulo Equador, apresentou um resumo histórico do Seminário SUDamericano que está realizando sua sétima edição, sendo a primeira em 2018. Renan Silva, membro do Conselho que conduziu a sessão, apresentou o tema deste encontro, a Liberdade Religiosa, e relacionou com a profecia feita em 4 de julho de 1926 pelo Élder Ballard:
A obra irá lentamente por um tempo tal como um carvalho cresce lentamente de uma semente. Não brotará em um dia como um girassol que cresce rapidamente e logo fenece. Milhares se unirão aqui. [A Missão Sul-americana] será dividida em mais de uma Missão e será uma das mais fortes da Igreja. O trabalho aqui é o menor do que jamais será. Dia virá em que os Lamanitas daqui terão sua oportunidade. A Missão Sul-americana será um poder na Igreja.
Tivemos como oradores o Presidente Douglas Castro, brasileiro, que atua como advogado e docente universitário na China e serve como Presidente do Distrito Internacional da China, e o Élder Rubén V. Alliaud, Setenta Autoridade Geral argentino (antes de seu chamado trabalhou como advogado e participou do Grupo Roble, o qual originou a Fundação Roble del Sur).
O Élder Alliaud enfatizou a importância de avançar com fé, sem se deixar paralisar pelo medo. Ele utilizou a metáfora dos "40 minutos" de excelência esportiva (inspirado na performance de Agustín Pichot e da seleção argentina de rugby) para motivar os membros a buscarem o potencial espiritual e a revelação contínua.
Por sua vez, o Presidente Douglas Castro compartilhou uma perspectiva global, descrevendo os desafios únicos de servir como presidente de distrito na China. Ele destaca como, mesmo em um ambiente restrito, o trabalho da Igreja floresce através da persistência, do uso da tecnologia e de pequenos milagres diários.
Confira a gravação dessa reunião inicial em nosso canal de YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=t3BLzMMxv4U
Fórum SUDamericano
Durante o mês de agosto tivemos três painéis do Fórum SUDamericano, em que escutamos a membros da Fundação apresentar uma exposição sobre a atualidade de seus países, em aspectos econômicos, políticos, sociais e religiosos. Além das exposições dos convidados, o público pôde fazer perguntas aos oradores.
No primeiro painel, no dia 13 de agosto, tivemos as exposições sobre a Argentina, feita por Daniel Walker, o Brasil, feita por Joana Neitsch, o Paraguai, por Guillermo Bordón, e o Uruguai, por Rafael Lemos. Nessa primeira sessão, tivemos um público de cerca de 48 pessoas.
Principais tópicos abordados:
Argentina: Apresenta uma análise baseada em quatro lentes: econômica (ajuste fiscal, informalidade e endividamento familiar), estrutural (enfraquecimento de instituições como a Igreja e partidos políticos), pessoal (a busca individual por soluções, como o uso de criptomoedas) e geracional (desafios demográficos e educacionais).
Brasil: Discute o histórico republicano do país, a desigualdade social persistente (com foco em raça e gênero), o cenário político polarizado entre a esquerda e a direita, e a crescente relevância dos grupos evangélicos na sociedade e política brasileira.
Paraguai: Destaca a força da identidade cultural e da família, o bilinguismo (espanhol e guarani), os avanços macroeconômicos recentes e a importância estratégica da produção agropecuária e das usinas hidrelétricas (Itaipu) para o desenvolvimento nacional.
Uruguai: Aborda a resiliência das instituições uruguaias, a dualidade entre o desenvolvimento tecnológico e a desigualdade, e a aposta estratégica do país em áreas como logística, inovação e a transição para o hidrogênio verde.
Confira a gravação desse dia: https://www.youtube.com/watch?v=uOI-NE0eWA0
Na noite de 20 de agosto, segunda sessão do Fórum, tivemos 54 pessoas conectadas para ouvir os representantes da Bolívia ( Israel Solis, Beymar Paye, Jaime Calani, e José Manuel Salvatierra), Chile (Paulina Reyes) e da Venezuela (Barbara Rangel).
Principais tópicos abordados:
Chile: foi apresentada a situação do país após a recente mudança de comando político recente. Destacam-se o estancamento do crescimento do PIB, a crescente sensação de insegurança devido à presença de crime organizado e a polarização política. No âmbito religioso, a Igreja de Jesus Cristo tem atuado em assistência humanitária, enfrentando desafios como o engajamento em voluntariado e o ensino de inglês.
Bolívia: discutiu-se a crise econômica, o cenário político (virada à direita após o longo período do governo MAS) e desafios sociais, como a desigualdade e a necessidade de democratizar a educação. Também é debatida a liberdade religiosa e a falta de contrapesos institucionais para garantir direitos fundamentais.
Venezuela: detalhou-se a situação venezuelana, mencionando a grave crise econômica, a hiperinflação e o impacto da migração em massa. Apesar da crise, destaca-se a resiliência do povo venezuelano e a resposta solidária durante desastres naturais, com a Igreja de Jesus Cristo prestando auxílio humanitário.
Para encerrar esse painel, foi lido um trecho da Oração Dedicatória do Templo de Belo Horizonte Brasil, pelo Presidente Dallin H. Oaks no domingo 16 de agosto de 2026: "Por favor, abençoa os cidadãos do Brasil e das nações vizinhas com liberdade e prosperidade em suas atividades espirituais e materiais.”
Confira a gravação dessa sessão: https://www.youtube.com/watch?v=HOPk0fyG4DA
O último painel do Fórum foi realizado na noite de 27 de agosto. Nesse dia, cerca de 51 pessoas estiveram presentes para ouvir Sandra Montilla e Cristian Rojas falar sobre a Colômbia, Angelica Flores sobre o Equador e Orlando Handa sobre o Peru.
Principais tópicos abordados:
Colômbia: transição econômica e política, abordando indicadores como inflação e PIB, além de analisar os desafios de segurança e o papel da mudança de governo. O debate explorou profundamente o contexto social e religioso, destacando como a pluralidade religiosa se consolidou no país após a Constituição de 1991.
Equador: a apresentação foi estruturada em cinco eixos temáticos que incluem demografia, estrutura econômica (ênfase em exportações e dolarização) e os crescentes desafios de segurança pública e criminalidade. O censo de 2022 serviu de base para descrever o atual perfil socioeconômico e étnico do país.
Peru: as discussões concentraram-se na instabilidade política persistente e na crise de governabilidade. O expositor examinou como tensões institucionais impactam o investimento e o crescimento econômico, além de discutir a urgência de políticas públicas para mitigar as desigualdades regionais e atender aos grupos mais vulneráveis.
Assista à gravação desse painel: https://www.youtube.com/watch?v=2TPt0rsAQoI